sábado, 17 de abril de 2010

Tubo digestivo

INTRODUÇÃO



Para que o organismo se mantenha vivo e funcionante é necessário que ele receba um suprimento constante de material nutritivo. Muitos dos alimentos ingeridos precisam se tornar solúveis e sofrer modificações químicas para que sejam absorvidos e assimilados, nisto consistindo a digestão. Os órgãos que, no conjunto, compreendem o sistema digestivo são especialmente adaptados para que essas exigências sejam cumpridas. Assim, suas funções são as de preensão, mastigação, deglutição, digestão e absorção dos alimentos e a expulsão dos resíduos, eliminados sob forma de fezes.



DIVISÃO DO SISTEMA DIGESTIVO



Reconhecemos no sistema digestivo um canal alimentar e órgãos anexos. Do primeiro fazem partes os órgãos situados na cabeça, pescoço, tórax, abdome e pelve. Entre os anexos incluem as glândulas salivares, o fígado e o pâncreas. O canal alimentar inicia-se na cavidade bucal, continuando-se na faringe, esôfago e estômago, intestino (delgado e grosso), para terminar no reto, que se abre através do ânus. O canal alimentar, portanto, é aberto na suas duas extremidades (boca e ânus) o que faz sua luz, pela qual transita esse alimento, ser parte do meio externo.



BOCA E CAVIDADE BUCAL



A boca é a primeira porção do canal alimentar, comunicando-se anteriormente com o exterior através de uma fenda limitada pelos lábios, a rima bucal, e, posteriormente, com a parte bucal da faringe, através de uma região estreitada, o istmo das fauces. A cavidade bucal esta limitada, lateralmente, pelas bochechas, superiormente pelo palato e, inferiormente por músculos que constituem o assoalho da boca. Nesta cavidade fazem saliências as gengivas, os dentes e a língua.



DIVISÃO DA CAVIDADE BUCAL



A cavidade bucal é dividido em duas porções:

a) vestíbulo da boca

b) cavidade bucal propriamente dita



A primeira porção é um espaço limitado por um lado pelos lábios e bochechas e por outro pelas gengivas e dentes, constituindo o restante a cavidade bucal propriamente dita.





PALATO



O teto da cavidade bucal está constituído pelo palato e neste reconhecemos o palato duro, anterior, ósseo, e o palato mole, posterior, muscular. O palato separa cavidade nasal da cavidade bucal. Do palato mole, no plano mediano, projeta-se uma saliência crônica, a úvula e, lateral mente, duas pregas denominadas arco o palatoglosso (a mais anterior) e arco palatofaríngico (a mais posterior), produzidas por músculos que recebem os mesmos nomes dos arcos. Observe na figura 10.1 estas estruturas e repare como entre os arcos acima referidos há um espaço, a fossa tensilar, ocupado pela tensila palatina (amídala). Podemos agora o definir os limites do ístimo das fauces que comunica a cavidade bucal com a parte bucal da faringe: superiormente, está limitado pela úvula; lateralmente, pelos arcos palatoglossos e, inferiormente, pelo dorso da língua.



LÍNGUA



É um órgão muscular revestido por mucosas e que exerce importantes funções na mastigação, na deglutição, como um órgão gustativo e na articulação da palavra. Sua face superior é denominada dorso da língua. Neste, na junção dos dois terços anteriores com o terço posterior, nota-se o sulco terminal que divide a língua em duas porções: corpo, anterior, e raiz, posterior a ele. A observação da mucosa que reveste o dorso da língua e permite identificar uma série de projeções, as papilas linguais, criação de vários tipos; as maiores, facilmente identificáveis, dispõe-se como mente em V, logo adiante do sulco terminal, e são denominada papilas veladas. Nestas como em outras do tipo diferente, localizam-se receptores gustativos.




DENTES



São estruturas rijas, esbranquiçadas, implantadas em cavidades da maxila e da mandíbula, denominados alvéolos dentários. Em cada dente destinguem-se três partes: raiz, implantada no alvéolo, coroa, livre, e entre elas uma zona estreitada, o Colo, circundado pela gengiva.

No homem adulto, a 32 dentes, sendo 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares e 12 molares.

a) Incisivos - coroa em bisel,

Com margem corrente e uma única raiz; estão situados anteriormente na arcada dentária.

b) caninos-coroa cônica, e terminando em ponta, e raiz única; localizam-se lateral mente aos incisivos.

c) pré-molares-coroa apresentando dois tubérculos e raiz única ou bífida; situam se na região lateral da arcada dentária, posteriormente aos caninos.

d) molares-possuem coroa com 3-5 tubérculos e duas ou três raízes; são posteriores aos pré-molares.

No homem há duas dentições: a primeira é denominada primária ("De leite"), com vinte dentes que começam a aparecer em a partir dos 6 meses de idade: 8 incisivos, 4 caninos e 8 molares; a segunda denominada permanente, apresenta-se com 32 dentes como o vemos. A substituição começa a partir dos 6 ou 7 anos de idade podendo e estender-se, com variações, até aos 25 anos de idade. É curioso observar que os mamíferos são os únicos que apresentam, no mesmo animal, dentes com características morfológicas diferentes, ou seja, uma heteriodontia. Isto é, no mesmo animal, todo os dentes são semelhantes, variando apenas o tamanho. Mesmo nas diferentes espécies de mamíferos o número de doentes é variável, bem como o número de dentes de cada tipo: no gato, por exemplo, os molares e são quatro e nos roedores os caninos estão ausentes.



GLÂNDULA SALIVARES



As glândulas salivares são consideradas e anexos do sistema digestivo, mas por razões didáticas dada às relações com a cavidade bucal, este é o momento de estudá-las. Não responsáveis pela secreção da saliva e apesar de numerosas, só nos interessam as chamadas extraparietais, que compreendem três pares de glândulas: parótidas, submandibulares e sublinguais:

a) glândula parótida - está situada lateralmente na face e a anteriormente ao pavilhão do ouvido externo. Seu canal escritor, o ducto parotídico, abre-se no vestíbulo da boca, ao nível o do segundo molar superior. O processo e infeccioso que se assenta na parótida (parotidite) é conhecido com nome diz caxumba.

b) glândula submandibular - anteriormente e a parte mais inferior da parótida, protegida pelo corpo da mandíbula. O ducto submandibular abre-se novo assoalho da boca, abaixo da língua, próximo ao plano mediano.

c) glândula sublingual - é a menor das três, situando-se lateral e inferiormente a língua, sob a mucosa que reveste o assoalho da boca. Sua secreção é lançada na cavidade bucal, sob a porção mais anterior da língua, por canais que desembocam independentemente por uma série de orifícios no assoalho da cavidade da boca.




FARINGE



A parte nasal da faringe foi estudada em conexão com o sistema respiratório. A parte bucal da faringe comunica se com a cavidade bucal propriamente dita através dos e istmo das fauces, já definido e a parte laríngica comunica-se anteriormente com o ádito da laringe e, posteriormente, é continuada pelo esôfago. A musculatura da faringe é estriada. Na deglutição, o palato mole é elevado, bloqueando a continuidade e quer que a parte nasal da faringe em e o restante deste tubo muscular. Deste modo o alimento é impedido de passar a nasofaringe e, eventualmente, de penetrar na cavidade nasal. Por outro lado à cartilagem epiglótica fecha o ádito da laringe, evitando a que o alimento penetre no tracto respiratório.




ESÔFAGO



É um tubo muscular que continua a faringe e a continuado pelo estômago. Pode se distinguir três porções no esôfago: cervical, torácica abdominal, sendo o a segunda a maior delas. No tórax, o esôfago situa-se eventualmente a coluna vertebral e dos somente a traquéia, estando próximo da a aorta. Para atingir o abdome e atravesso um músculo diafragma e, quase imediatamente, desemboca no estômago. A luz do esôfago aumenta durante a passagem do bolo alimentar, o qual é impulsionado por contrações da musculatura de sua parede. Esses movimentos, que são próprios e de todo o restante do canal alimentar, são denominados peristálticos e a capacidade de realizá-lo dá-se o nome diz peristaltismo.




ABDOME: Generalidades



Os órgãos descritos até o parágrafo anterior, com exceção da porção mais caudal do esôfago, estão situados na cabeça, pescoço e tórax. O restante do canal alimentar localiza-se no abdome e algumas considerações preliminares devem ser feitas antes de prosseguir na descrição dos órgãos do sistema digestivo.




DIAFRAGMA



O abdômen e está separado do tórax, internamente, por um septo muscular, o diafragma, disposto em cúpula de cavidade inferior. O diafragma apresenta uma parte tendínea, o centro tendineo, e a outra charmosa, periférica, que se prende as seis últimas costelas, extremidade caudal de do externo e a coluna vertebral. A aorta, a veia cava inferior e o esôfago através são o diafragma passando pelo hiato aórtico, forame da veia cava e hiato esofágico, respectivamente. O m. diafragma exerce importante função na mecânica respiratória.



PERITÔNIO



No sistema respiratório vimos como os pulmões estavam envolvidos por um saco de dupla parede, a pleura. Os órgãos abdominais são também revestidos por uma membrana serosa em maior ou menor extensão, o Petrônio, que apresenta duas lâminas: o peritônio parietal reveste as paredes da cavidade abdominal e o peritônio visceral envolve as vísceras. As duas lâminas são contínuas, permanecendo entre elas uma cavidade virtual, a cavidade peritoneal, que contém pequena quantidade de líquido. Alguns órgãos abdominais situam-se junto da parede posterior do abdome e, nestes casos, o peritônio parietal é anterior a eles: disse que estas vísceras são retroperitoniais. A figura esquemática, como os rins e o pâncreas são órgãos retroperitoniais, embora não sejam os únicos. É evidente que as vísceras que ocupam posição retroperitoneal são fixas. Muitas outras, entretanto, salientam se na cavidade abdominal, destacando-se da parede, e o perito onde que as reveste as acompanha, de modo que, entre o órgão e a parede, forma-se uma lâmina peritonial denominada meso ou ligamento. Outras vezes, estas pregas se estendem entre 2 órgãos e recebe o nome de omento.




ESTÔMAGO



É uma dilatação o do canal alimentar que se segue ao esôfago e se continua no intestino. Está situado logo abaixo do diafragma, com sua maior porção à esquerda do plano mediano. Apresenta dois orifícios: um, proximal, de comunicação com o esôfago, o óstio cardíaco, e outro distal, óstio pilórico, que se comunica com a porção inicial do intestino delgado denominada duodeno. Neste nível ocorre uma condensação de feixes musculares longitude nas e circulares que constituem um mecanismo de abertura e fechamento de do óstio para regular o trânsito do bolo alimentar. Este dispositivo é denominado piloro. Dispositivo semelhante é também encontrado ao nível do óstio cardíaco, sendo responsável pela abertura e fechamento ativos da comunicação esofagástrica. A forma e a posição do estômago varia de acordo com a idade, tipo constitucional, tipo de alimentação, posição dos divido e o estado fisiológico do órgão. Descrevem se no estômago as seguintes partes:

a) parte cardíaca (cárdia) corresponde à junção com o esôfago;

b) fundo-situada superior mente a um plano horizontal que tange vencia a junção esofagástrica;

c) corpo-corresponde a maior parte do órgão;

d) parte pilórica - porção terminal, continuada pelo duodeno.



As duas margens do estômago são denominadas curvatura as maiores, à esquerda e menor, à direita. A mucosa do estômago apresenta numerosas pregas de direção predominantemente longitude mal que desaparecem com a distensão do órgão.




ESTÔMAGO DOS RUMINANTES



Entre os mamíferos e é corrente ressaltar o fato de que o estômago é, às vezes, dividido em várias câmaras. Isto ocorre especialmente nos dominantes onde o estômago apresenta quatro divisões: rúmen, retículo, omaso e abomaso. O alimento deglutido vai ter primeiramente ao rúmen e deste passa ao retículo. Do retículo e o bolo alimentar pode ser regurgitado, pela vontade do animal, para sofrer nova mastigação. Isto feito o alimento é novamente deglutido indo ter, desta vez, ao omaso e depois ao abomaso que é continuado pelo duodeno.



INTESTINO



O estômago o é continuado pelo intestino delgado e este pelo intestino grosso; destas denominações são devidas a ao calibre que apresentam.



INTESTINO DELGADO



Subdivide-se em três segmentos: duodeno, jejuno e íleo. O do modelo inicia-se no óstio pilórico e termina ao nível de brusca angulação, a flexura duodenojujunal. É um órgão bastante fixo (quase todo retroperitoneal) acolado a parede posterior do abdome e apresenta a forma de um arco em forma de U aberto para a esquerda e cranialmente, que "Abraça" a cabeça do pâncreas. No duodeno desembocam os ductos colédoco (que traz a bile) e pancreático (que traz a secreção pancreática). O jejuno, por não ter limite nítido o na sua continuação com o íleo, pode ser descrito em um conjunto com este. O jejuno-íleo constitui a porção um móvel do intestino delgado, iniciando se na flexura duodeno-jejunal e terminando no início do intestino grosso onde se abre pelo óstio íleo-cecal ao nível da junção íleo-ceco-cólica. O jejuno-íleo apresenta numerosas alças intestinais e está preso à parede posterior do abdome e por uma prega peritonial ampla, o mesentério. A mucosa do intestino delgado apresenta inúmeras pregas circulares que salientam na luz intestinal e aumentam a superfície interna da víscera.





INTESTINO GROSSO



Constitui a porção terminal do canal alimentar, sendo mais calibroso e mais curto que o intestino delgado. E deste de extingue-se também que por apresentar ao exame é externo bosseladuras (dilatações limitadas por sulcos transversais) denominadas haustros, três formações em fitas, as tênias, que correspondem à condensação da musculatura longitudinal e o per o correm em quase toda a extensão, e acúmulos de gordura salientes na serosa da víscera, os apêndices eplipóicos. O intestino grosso em é subdividido nos seguintes segmentos:

a) Cécum - é o segmento inicial, em fundo seco, que se continua no cólon ascendente. O limite entre eles é dado por um plano horizontal que passa ao nível do meio da papila íleo-ceco-cólica, pode se abre ou óstio íleo-cecal. Um prolongamento cilindróide, o apêndice vermiforme, destaca-se do cécum, no ponto de convergência das tênias.

b) Cólon ascendente - segue-se ao sécum e tem a direção cranial, estando fixado à parede posterior do abdome. Alcançando o fígado e o sob este, se flete para continuar no cólon transverso. A flexão, que marca o limite entre os dois segmentos, é denominada flexura cólica direita.

c) Cólon transverso - é bastante móvel, estando se da flexura cólica direita, onde continua o cólon ascendente, à flexura cólica esquerda, onde se flete para continuar no cólon descendente.

d) Cólon descendente - como o ascendente, está fixado à parede posterior do abdome, iniciando se na flexura cólica esquerda e terminando, após um trajeto aproximadamente vertical, na altura de um plano horizontal que passa pela crista ilíaca.

e) Cólon sigmóide - é a continuação do cólon descendente e tem trajeto sinuoso, dirigindo-se para o plano mediano da pélvis com de é continuado pelo resto.

f) Reto - continua o cólon sigmóide e sua parte final, estreitada, denominada canal anal, atravessa o conjunto de partes moles que oblitera e inferiormente a pélvi óssea (períneo) e se abre no exterior através do ânus.



ANEXOS DO CANAL ALIMENTAR



As glândulas salivares já foram descritas em, por esta razão, resta a abordar os aspectos mofo lógicos do fígado e do pâncreas.




FÍGADO



É o mais volumoso o órgão da economia, localizando se imediatamente abaixo do diafragma e a direita, embora uma pequena porção ocupe também a metade esquerda do abdome. Trata-se de uma glândula que desempenha importante papel a nas atividades vitais do organismo, seja interferindo no metabolismo dos carboidratos, gordura e proteínas, seja secretando a bile e participando de mecanismos de defesa. Duas faces são descritas no órgão: diafragmática, em relação com o diafragma, e visceral, em contato com várias vísceras abdominais. Nesta face destinguem-se 4 lobos: direito, esquerdo, quadrado e caudado. Na face diafragmática os lobos direito e esquerdo são separados por uma prega do peritônio, o ligamento falsiforme:

a) entre a o lobo direito e o lobo quadrado se situa a vesícula biliar;

b) entre o lobo direito e os labo cuadado há um sulco que aloja a veia cava inferior;

c) entre os lobos quadrado e cuadado há uma fenda transversal, a porta do fígado, por onde passam os elementos a que constituem o pedículo hepático: artéria hepática, veia porta, ducto hepático comum, além de nervos e linfáticos.

A bile, produzida no fígado, alcança os dúctulos bilíferos intra-hepáticos os quais, após confluências sucessivas, terminam por formar os ductos hepáticos, direito e esquerdo; estes, ao nível da porta do fígado, se unem para formar o ducto hepático comum, um dos elementos do pedículo hepático. O ducto hepático comum conflui com o ducto cístico, que drena a vesícula biliar, formando-se o ducto colédoco. Este último se abre no duodeno, quase sempre juntamente com o ducto pancreático que é o canal excretor do pâncreas. A bile não flui diretamente do fígado para o duodeno. Isto é possível porque na desembocadura do colédoco há um dispositivo muscular que controla a abertura e o fechamento deste ducto. Quando fechado, a bile reflui para a vesícula biliar onde é armazenada e concentrada. A contração da vesícula, eliminando o seu conteúdo no colédoco através do ducto cístico, coincide com a abertura da desembocadura do colédoco no duodeno. Entre os mamíferos, alguns animais não possuem vesícula biliar, como por exemplo, o rato e o cavalo.




PÂNCREAS



Depois do fígado é a glândula anexa mais volumosa do sistema digestivo. Situa-se posteriormente ao estômago, em posição retroperitoneal, estando, portanto fixada a parede abdominal posterior. No órgão reconhecem-se três partes: uma extremidade direita, de enlatada, a cabeça, emoldurada pelo duodeno; um corpo, disposto transversalmente, e uma cauda, extremidade esquerda, afinada, que continua diretamente o corpo e si situa próximo ao baço. O pâncreas é uma glândula exócrina e endócrina. A secreção endócrina é a insulina e a exócrina o suco pancreático. A este é recolhido por dúctulos que confluem, quase sempre, em dois canais: o ducto pancreático e o ducto pancreático assessório (menor e inconstante). Na sua terminação o ducto pancreático acola-se ao ducto colédoco para desembocar no duodeno por um óstio comum. Entretanto, o ducto pancreático pode, também, desembocar separadamente no duodeno.

Membrana Plasmática

Membrana plasmática
A membrana celular, também conhecida por plasmalema, é a estrutura que delimita todas as células vivas, tanto as procarióticas como as eucarióticas. Ela estabelece a fronteira entre o meio intra-celular, o citoplasma, e o meio extracelular, que pode ser a matriz dos diversos tecidos.
Aparece em eletromicrografias como duas linhas escuras separadas por uma faixa central clara, com uma espessura de 7 a 10 nm. Esta estrutura trilaminar encontra-se em todas as membranas encontradas nas células, sendo por isso chamada de unidade de membrana ou membrana unitária.
A membrana celular não é estanque, mas uma “porta” seletiva que a célula usa para captar os elementos do meio exterior que lhe são necessários para o seu metabolismo e para libertar as substâncias que a célula produz e que devem ser enviadas para o exterior (sejam elas produtos de excreção, das quais deve se libertar, ou secreções que a célula utiliza para várias funções relacionadas com o meio).
Índice[esconder]· 1 Composição Química o 1.1 Açúcareso 1.2 Lipídioso 1.3 Proteínas· 2 Principais características da membrana celular· 3 TIPOS DE TRANSPORTE o 3.1 Transporte passivoo 3.2 Transporte ativo· 4 Referências bibliográficas
Composição Química
Açúcares
Todas as membranas plasmáticas celulares são constituídas predominantemente por fosfolipídeos e proteínas em proporções variáveis e uma pequena fração de açúcares, na forma de oligossacarídeos.
Exteriormente, na grande maioria das células animais, a membrana plasmática apresenta uma camada rica em glicídeos: o glicocálix ou glicocálice.
Entre outros papeis, o glicocálix tem a função de reconhecimento químico da célula para seu exterior e tem também função protetora, impedindo que alguns tipos de vírus ou bactérias se anexem à célula.
Lipídios
Os lipídios presentes nas membranas celulares pertencem predominantemente ao grupo dos fosfolipídeos. Estas moléculas são formadas pela união de três grupos de moléculas menores: um álcool, geralmente o glicerol, duas moléculas de ácidos graxos e um grupo fosfato, que pode conter ou não uma segunda molécula de álcool.
A estrutura das membranas deve-se primariamente a essa camada dupla de fosfolipídios. Esses lipídios são moléculas longas com uma extremidade hidrofílica (tem afinidade com a água) e a cadeia hidrofóbica (não tem afinidade com a água). O grupo fosfato está situado nas lâminas externas da estrutura trilaminar. A parte situada entre as lâminas fosfatadas é composta pelas cadeias hidrofóbicas.
As membranas animais possuem ainda o colesterol, e as células vegetais possuem outros esteróis, importantes para o controle da fluidez das membranas. Em certa temperatura, quanto maior a concentração de esteróis, menos fluida será a membrana. As células procariontes, salvo algumas exceções, não possuem esteróis.
Proteínas
As proteínas são os principais componentes funcionais das membranas celulares.
A maioria das proteínas da membrana celular está mergulhada na camada dupla do fosfolipídios, interrompendo sua continuidade, são as proteínas integrais. Outras, as proteínas periféricas, estão aderentes às extremidades de proteínas integrais. Algumas proteínas atuam no transporte de substâncias para dentro ou para fora da célula. Entre estas, encontram-se glicoproteínas (proteínas ligadas a carboidratos).
Algumas destas proteínas formam conexões, os fibronexos, entre o citoplasma e macromoléculas da matriz extracelular.
Os grupos sangüíneos A-B-O, M-N e Rh, bem como fatores HLA, são antígenos da superfície externa da membrana.
Principais características da membrana celular
A membrana celular é responsável pela manutenção de uma substancia do meio intracelular, que é diferente do meio extracelular e pela recepção de nutrientes e sinais químicos do meio extracelular. Para o funcionamento normal e regular das células, deve haver a seleção das substâncias que entram e o impedimento da entrada de partículas indesejáveis, ou ainda, a eliminação das que se encontram no citoplasma. Por ser o componente celular mais externo e possuir receptores específicos, a membrana tem a capacidade de reconhecer outras células e diversos tipos de moléculas, como hormônios.
As membranas celulares possuem mecanismos de adesão, de vedação do espaço intercelular e de comunicação entre as células. Os microvilos ou microvilosidades são muito freqüentes e aumentam a superfície celular.
Não confundir a membrana celular com a parede celular (das células vegetais, por exemplo), que tem uma função principalmente de proteção mecânica da célula. Devido à membrana citoplasmática não ser muito forte, as plantas possuem a parede celular, que é mais resistente.
A membrana celular é uma camada fina e altamente estruturada de moléculas de lípidos e proteínas, organizadas de forma a manter o potencial eléctrico da célula e a controlar o que entra e sai da célula (permeabilidade selectiva da membrana). Sua estrutura só vagamente pode ser verificada com um microscópio de transmissão electrônica. Muitas vezes, esta membrana contém proteínas receptoras de moléculas específicas, os Receptores de membrana, que servem para regular o comportamento da célula e, nos organismos multicelulares, a sua organização em tecidos (ou em colónias).
Por outro lado, a membrana celular não é, nem um corpo rígido, nem homogêneo – é muitas vezes descrita como um fluido bidimensional e tem a capacidade de mudar de forma e invaginar-se para o interior da célula, formando alguns dos seus organelos.
A matriz fosfolipídica da membrana foi pela primeira vez postulada em 1825 por Gorter e Grendal; no entanto, só em 1895, Charles Overton deu força a esta teoria, tendo observado que a membrana celular apenas deixava passar algumas substâncias, todas lipossolúveis.
TIPOS DE TRANSPORTE
Mesmo nas membranas não biológicas, como as de plástico ou celulose, há moléculas que as conseguem atravessar, em determinadas condições. Dependendo das propriedades da membrana e das moléculas (ou átomos ou íons) em presença, o transporte através das membranas classifica-se em:

· Transporte passivo – ocorre sempre no sentido do gradiente, no setido de igualar as concentrações nas duas faces da menbrana. Não envolve gasto de energia.
Tipos. OSMOSE DIFUSÃO (Difusão facilitada)

· Transporte ativo – Ocorre com um gasto de energia, do local de meno concentração para o local de maior concentração (contra o gradiente de concentração).
-Exemplo prático de transporte ativo: Bomba de sódio e potássio.


Transporte passivo
O interior das células – o citoplasma – é basicamente uma solução aquosa de sais e substâncias orgânicas. O transporte passivo de substâncias na célula pode ser realizado através de difusão ou por osmose. A difusão se dá quando a concentração interna de certa substância é menor que a externa, e as particulas tendem a entrar na célula. Quando a concentração interna é maior, as substâncias tendem a sair. A difusão pode ser auxiliada por enzimas permeases sendo classificada Difusão facilitada. Quando não há ação de enzimas, é chamada difusão simples
Quando a concentração externa de substâncias é maior que a interna, parte do líquido citoplasmático tende a sair fazendo com que a célula murche - plasmólise. Quando a concentração interna é maior, o líquido do meio externo tende a entrar na célula, dilatando-a - Turgência, entretanto existe ainda a situação em que a célula murcha e depois por motivos externos volta a obter sua quantidade normal de água,então esse fato é chamado de Deplasmolise, ou seja, uma plasmolise inversa. Neste caso, se a diferença de concentração for muito grande, pode acontecer que a célula estoure. As células que possuem vacúolos são mais resistentes à diferença de concentração, pois estas organelas, além de outras funções, agem retendo líquido.
Transporte ativo
O transporte ativo através da membrana celular é primariamente realizado pelas enzimas ATPases, como a importante bomba de sódio e potássio, que tem função de manter o potencial eletroquímico das células.
Muitas células possuem uma ATPase do cálcio que opera as concentrações intracelulares baixas de cálcio e controla a concentração normal (ou de reserva) deste importante mensageiro secundário. Uma outra enzima actua quando a concentração de cálcio sobe demasiadamente. Isto mostra que um íon pode ser transportado por diferentes enzimas, que não se encontram permanentemente ativas.
Há ainda dois processos em que, não apenas moléculas específicas, mas a própria estrutura da membrana celular é envolvida no transporte de matéria (principalmente de grandes moléculas) para dentro e para fora da célula:
· endocitose – em que a membrana celular envolve partículas ou fluido do exterior - fagocitose ou pinocitose - e a transporta para dentro, na forma duma vesícula; e
· exocitose – em que uma vesícula contendo material que deve ser expelido se une à membrana celular, que depois expele o seu conteúdo.
Referências bibliográficas
JUNQUEIRA, Luis C. & CARNEIRO, J. "Biologia Celular e Molecular". Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1991. 5ª Edição. Cap. 1. OLIVEIRA, Óscar; RIBEIRO, Elsa & SILVA, João Carlos "Desafios Biologia". Editora ASA, Porto, 2007. 2ª Edição. Cap.1.

-----------------------------------------------------------------------------------
(mais informações)

Membrana celular

(ou membrana plasmática ou membrana citoplasmática ou plasmalema)



Toda a célula, seja procarionte ou eucarionte, apresenta uma membrana que isola do meio exterior: a membrana plasmática. A membrana plasmática é tão fina (entre 6 a 9 nm) que os mais aperfeiçoados microscópios ópticos não conseguiram torná-la visível. Foi somente após o desenvolvimento da microscopia eletrônica que a membrana plasmática pode ser observada. Nas grandes ampliações obtidas pelo microscópio eletrônico, cortes transversais da membrana aparecem como uma linha mais clara entre duas mais escuras, delimitando o contorno de cada célula.



Constituição química da membrana plasmática

Estudos com membranas plasmáticas isoladas revelam que seus componentes mais abundantes são fosfolipídios, colesterol e proteínas. É por isso que se costumam dizer que as membranas plasmáticas têm constituição lipoprotéica.





A organização molecular da membrana plasmática

Uma vez identificados os fosfolipídios e as proteínas como os principais componentes moleculares da membrana, os cientistas passaram a investigar como estas substâncias estavam organizadas.



O modelo do mosaico fluído

A disposição das moléculas na membrana plasmática foi elucidada recentemente, sendo que os lipídios formam uma camada dupla e contínua, no meio da qual se encaixam moléculas de proteína. A dupla camada de fosfolipídios é fluida, de consistência oleosa, e as proteínas mudam de posição continuamente, como se fossem peças de um mosaico. Esse modelo foi sugerido por dois pesquisadores, Singer e Nicholson, e recebeu o nome de Modelo Mosaico Fluido.

Os fosfolipídios têm a função de manter a estrutura da membrana e as proteínas têm diversas funções. As membranas plasmáticas de um eucariócitos contêm quantidades particularmente grande de colesterol. As moléculas de colesterol aumentam as propriedades da barreira da bicamada lipídica e devido a seus rígidos anéis planos de esteróides diminuem a mobilidade e torna a bicamada lipídica menos fluida.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sujeira faz bem! (pesquisa feitas nos EUA dizem que máxima higiene com bebês pode prejudicar a saúde dos mesmos).

Sujeira pode fazer bem às crianças, dizem cientistas
23 de novembro de 2009 Revista Veja

A teoria da máxima higiene seguida à risca pelas mães mais cuidadosas pode prejudicar a saúde de seus filhos, afirmou uma pesquisa recente realizada nos Estados Unidos. O contato com a sujeira, disseram os cientistas, incentiva o sistema imunológico infantil a se preparar para futuras doenças e alergias.
Segundo o estudo, algumas bactérias com as quais temos contato durante a infância - e que acabam se alojando na nossa pele - podem nos ajudar na fase adulta, prevenindo infecções. Os cientistas ainda afirmaram que esses micróbios unicelulares tornam nosso sistema imunológico menos "exigente", amortecendo as respostas como dor, inflamação ou alergia a qualquer contato com um agente estranho ao organismo.
A pesquisa realizada nos Estados Unidos foi publicada na edição on-line da revista Nature Medicine. Os especialistas ressaltam que as conclusões do estudo auxiliam na explicação da "hipótese da higiene", uma premissa que afirma que a exposição a germes durante os primeiros anos da infância tornam o corpo muito mais apto às reações alérgicas.
Os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da California, nos EUA, encontraram uma espécie comum de bactéria, conhecida como Staphylococci, capaz de bloquear processos inflamatórios. Segundo o professor Richard Gallo, que conduziu a pesquisa, "as descobertas ajudarão os médicos a prescrever novos tratamentos para as doenças inflamatórias da pele".

Sistema Imunológico

Introdução

Dentro do nosso corpo há um impressionante mecanismo de proteção, chamado sistema imunológico. Ele foi elaborado para defendê-lo de milhões de bactérias, micróbios, vírus, toxinas e parasitas que adorariam invadir nosso corpo. Para compreender o poder do sistema imunológico, tudo o que você precisa fazer é olhar o que acontece quando qualquer coisa morre. Isso pode parecer grosseiro, mas mostra algo muito importante sobre o seu sistema imunológico.

Quando alguma coisa morre, nosso sistema imunológico (junto com todo o resto) é desativado. Em uma questão de horas, o corpo é invadido por todo tipo de bactérias, micróbios, parasitas... Nenhuma dessas coisas é capaz de entrar quando o sistema imunológico está funcionando, mas no momento em que ele pára a porta fica escancarada. Quando morremos, leva apenas algumas semanas para que esses organismos destruam completamente nosso corpo e o levem embora, ficando apenas o esqueleto. Obviamente, o sistema imunológico está fazendo algo impressionante para impedir que toda essa destruição aconteça - enquanto estamos vivos.

O sistema imunológico é complexo, conexo e interessante. E há pelo menos duas boas razões para você saber mais sobre ele. Primeiro, é simplesmente fascinante compreender de onde vêm coisas como febre, urticária, inflamação etc. Você também escuta bastante sobre o sistema imunológico nos noticiários à medida que novas partes dele são compreendidas e novas drogas são lançadas - saber sobre o sistema imunológico torna essas notícias compreensíveis. Neste artigo, vamos dar uma olhada em como o sistema imunológico funciona de modo que possamos entender o que ele está fazendo por nós a cada dia, assim como o que ele não está fazendo.

Anti-Bióticos

Como funcionam os antibióticos

Às vezes, o seu sistema imunológico não é capaz de reagir rápido o suficiente para vencer a taxa de reprodução de uma certa bactéria, ou a bactéria está produzindo tão rapidamente uma toxina que causa danos permanentes, antes que o sistema imunológico possa eliminá-la. Nesses casos, seria bom ajudar o sistema imunológico matando diretamente as bactérias ofensoras.

Os antibióticos funcionam nas infecções bacterianas. Antibióticos são substâncias químicas que matam as células bacterianas mas não afetam as células que constituem o teu corpo. Por exemplo, muitos antibióticos interrompem o mecanismo dentro das células bacterianas que constrói a parede celular. As células humanas não contêm esse mecanismo e portanto não são afetadas. Antibióticos diferentes funcionam em partes diferentes do mecanismo de uma bactéria e desse modo cada um é mais ou menos efetivo em tipos específicos de bactérias. Esta espeficidade pode ser vista no uso de antibióticos contra os vírus; além de não serem considerados propriamente estruturas vivas, os vírus não possuem o mesmo maquinário que as bactérias, logo, os antibióticos não surtem efeito algum contra eles.

Um problema com os antibióticos é que eles perdem a efetividade com o tempo. Se você tomar um antibiótico, ele normalmente matará todas as bactérias que atingir durante o curso de uma semana ou 10 dias. Você se sentirá melhor em apenas um ou dois dias porque o antibiótico mata rapidamente a maioria das bactérias que atinge. Contudo, pode acontecer de uma das gerações de bactérias conter uma mutação que a torna capaz de sobreviver àquele antibiótico específico. Essa bactéria vai então se reproduzir e toda a doença sofrerá mutação. Por fim, a nova variedade estará infectando a todos e o velho antibiótico não terá efeito sobre ela. Esse processo tem se tornado cada vez mais comum com o passar do tempo e tem preocupado significativamente a comunidade médica.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fórum de respostas a cirurgias plásticas

Tema: Cirurgia Plástica vicia?

Resposta: Depende... Quando você quer muito mudar alguma parte do seu corpo e vc faz a plástica e obtem bons resultados você logo procura por outro 'defeito' para tentar melhorá-lo, caso a cirurgia seja um fracasso você obviamente vai se arrepender e tentar corrigir o erro... Esta é uma questão que entra a ética médica e o senso do paciente para saber até onde vale a pena uma cirurgia, entender que é saudável ser natural e se aceitar, cirurgias foram feitas para melhorar ou até mesmo suavizar traços que podem ser acentuados ou minimizados, traços que geram um certo desconforto ao indivíduo. Existem as cirurgias que não visam só pela vaidade e sim necessidade, como por exemplo alguém que tem um desvio de septo bem acentuado que pode ter como prejudicado a sua capacidade de executar certas funções, etc, logo uma cirurgia nesse caso seria bem vinda pois não meche só com a estética como também proporcionará um melhoramento na forma de vida do indivíduo, há também cirurgias que são bem mais voltadas a vaidade...
Bem... o momento de saber parar é muito importante, nesse caso é crucial um bom relacionamento entre médico e paciente.

(resposta dada ao fórum no dia 14/04/2010 enviada por Diego L. Leonel Guedes)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Estudo a obesidade (fibras alimentares ou 'dietéticas')

FIBRAS DIETÉTICAS

As fibras dietéticas ou alimentares são nutrientes encontrados nos vegetais que não são digeridos pelas enzimas do sistema digestivo humano, não possuindo calorias. Esses nutrientes pertencem ao grupo dos carboidratos, fazendo parte da categoria dos polissacarídeos (carboidratos complexos).

Definição

A definição de fibra dietética foi uma fonte de controvérsia científica, onde a FAO em dois relatos consecutivos sugeriram a eliminação do termo "fibra dietética". Este termo hoje é aceito por consumidores, indústrias alimentícias e por órgãos do governo.

As definições e termos com relação às fibras alimentares são diferentes em diversas partes do mundo.

Existem várias definições para o termo "fibras alimentares", onde no caso de Burkitt e Trowell definiram fibras como: "Componentes contidos nas paredes das células dos vegetais e que não digeríveis pelo intestino delgado do ser humano, portanto não fornecem energia (caloria)."

Hoje em dia a definição de fibra alimentar foi ampliada, podendo ser classificada como: "polissacarídeo armazenado na célula da planta" (grupo dos carboidratos).

Em relação à terminologia, a fibra pode ser crua, vegetal ou alimentar. A fibra crua é o resíduo obtido após o tratamento dos vegetais com álcalis e ácidos, sendo um conceito químico e não biológico.

As fibras alimentares derivam-se principalmente de parede celular e de estruturas intercelulares dos vegetais, frutos e sementes, estando associadas a outras substâncias como proteínas, compostos inorgânicos, oxalatos, fitatos, lignina e substâncias fenólicas de baixo peso molecular. Já a maioria dos grãos possuem alto peso molecular.

As fibras possuem excelentes propriedades quando os alimentos ingeridos estão em sua forma natural, ou seja, com a casca, pois o cozimento de verduras e legumes, por exemplo, faz com que tenham muitas perdas das quantidades de fibras, podendo perder sua ação e propriedades.

Apesar de diversas ações benéficas das fibras em nosso organismo, altas doses são desaconselháveis, pois o excesso pode interferir negativamente na absorção de minerais, especialmente cálcio e zinco. Não possuem efeito cumulativo, ou seja, são essenciais na dieta.
[editar] Importância

No últimos anos, as fibras alimentares ou fibras dietéticas vêm despertando grande interesse em pesquisas científicas. Entretanto, a investigação sobre o papel das fibras na dieta no organismo humano não é nova. A propriedade laxativa do farelo de trigo é reconhecida desde o tempo de Hipócrates e foi comprovada por pesquisas científicas realizadas nos anos 30, valorizando o emprego das fibras alimentares para tratar a constipação intestinal.

Nos anos 50, alguns pesquisadores começaram a notar que em coletividades não submetidas aos processos da industrialização de alimentos, os casos de constipação intestinal eram raras, ou mesmo inexistentes.

O interesse de fibras alimentares na dieta surgiram no início da década de 70, com grupos de voluntários na África, pela ação de dois médicos ingleses, Denis Burkitt e Hugh Trowell, onde descobriram que muitas doenças ocidentais eram decorrentes da falta de fibras na dieta. Os nativos eram habituados a refeições ricas em cereais integrais, verduras, frutas e legumes, que muitas vezes o consumo de fibras alimentares chegavam até 150 g/dia, enquanto que em países desenvolvidos o consumo chegava a aproximadamente 15 g/dia,por este motivo os nativos não conheciam as doenças gastrointestinais e todas as demais enfermidades comuns em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, onde a ingestão de alimentos refinados e de origens animais superaram a dos vegetais e alimentos integrais.

A partir deste ponto, os cientistas chegaram a seguinte conclusão: se o homem voltasse à dieta para o qual está geneticamente adaptado, com mais itens vegetais, naturalmente consumiria mais fibras alimentares e menos gordura, trazendo diversos benefícios para a saúde, prevenindo a incidência de câncer e doenças cardiovasculares, que juntas correspondem a mais de 80% de mortes prematuras em países desenvolvidos e subdesenvolvidos como no caso do Brasil.

Um estudo da Universidade de Leeds indica que o consumo diário de 30 gramas de fibras presentes nos alimentos reduz pela metade o risco de câncer de mama [1].

Outro estudo indica que o consumo de fibras, particularmente de grãos integrais, diminui os riscos de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica [2].

O consumo de fibras também está associado à prevenção contra diabetes [3].

Dentre todas as virtudes das fibras alimentares, a mais conhecida por quem busca uma dieta equilibrada é, sem dúvida o bom funcionamento do intestino e prevenção de doenças, além de terem efeito sobre diversos parâmetros fisiológicos [4].

Com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e ao mesmo tempo o crescente aparecimento de doenças crônicas como obesidade, aterosclerose, hipertensão, osteoporose, diabetes e câncer, está havendo uma preocupação maior, por parte da população e dos órgãos públicos de saúde, com a alimentação. Hábitos alimentares adequados como o consumo de alimentos pobres em gorduras saturadas e ricos em fibras presentes em frutas, legumes, verduras e cereais integrais, juntamente com um estilo de vida saudável (exercícios físicos regulares, ausência de fumo e moderação no álcool) passam a ser peça chave na diminuição do risco de doenças e na promoção de qualidade de vida, desde a infância até o envelhecimento.

O papel da alimentação equilibrada na manutenção da saúde tem despertado interesse pela comunidade científica que tem produzido inúmeros estudos com o intuito de comprovar a atuação de certos alimentos na prevenção de doenças.

Na década de 80, foram estudados no Japão, alimentos que além de satisfazerem às necessidades nutricionais básicas desempenhavam efeitos fisiológicos benéficos.

Após um longo período de trabalho, em 1991, a categoria de alimentos foi regulamentada recebendo a denominação de "Foods for Specified Health Use" (FOSHU). A tradução da expressão para o português é alimentos funcionais ou nutracêuticos.
[editar] Classificação das fibras alimentares

Os nutricionistas classificam as fibras dietéticas de acordo com a sua capacidade para se dissolverem em água. As pectinas, gomas, mucilagens, e algumas hemiceluloses dissolvem-se em água e por isso são denominadas de fibras solúveis.

A celulose, algumas hemiceluloses e a lignina não se dissolvem em água e por isso são consideradas fibras insolúveis.

Apenas os alimentos vegetais apresentam fibras dietéticas. Entre os alimentos ricos em fibras dietéticas incluem-se os cereais e sementes integrais tais como o arroz integral, a aveia, os legumes tais como o feijão, os grãos, as ervilhas, as lentilhas, e de um modo geral as frutas. A aveia integral, os legumes, a fibra de soja, e algumas frutas são ricos em fibras solúveis, enquanto que o trigo integral, e a maior parte das sementes e cereais são ricos em fibras insolúveis.

As fibras solúveis da aveia demonstraram ter a capacidade de ajudar a baixar os níveis de colesterol e por isso têm sido adicionadas a algumas misturas de cereais para pequeno almoço e sumos.
---------------------------------------------------------------------------------
Pectina

A pectina é um polissacarídeo ramificado constituído principalmente de polímeros de ácido galacturónico, ramnose, arabinose e galactose.

É um dos principais componentes da parede celular das plantas e o principal componente da lamela média.

As suas ramificações servem para aprisionar a água em redor a fim de tornar o meio mais gel.

Para se obter um produto uniforme e firme, na maioria das vezes é necessária a adição de pectina comercial aos sucos ou polpas de frutas, a fim de ajustar o seu teor para um nível adequado para a geleificação.

A pectina é um ácido poligalacturônico parcialmente esterificado com grupos metoxila.

As principais fontes para a produção comercial são os resíduos das indústrias de suco de maçã e de citros, sendo que no Brasil somente esta última é utilizada.

O grau de metoxilação (DM) é uma medida da proporção de grupos carboxílicos que estão presentes na forma esterificada. Assim, um DM de 0,6 indica 60% de esterificação.

As pectinas com alto grau de metoxilação tem DM maior que 0,5. Em altas concentrações de açúcar, tanto as pectinas de alta quanto as de baixa metoxilação podem formar gel, mas se a concentração de açúcar é baixa, apenas as de baixa metoxilação formam gel e, ainda, somente na presença de certos cátions, sendo o cálcio o mais utilizado.

As pectinas presentes nas frutas são geralmente as de alta metoxilação.

A graduação de uma pectina é a medida do seu poder de geleificação, dada geralmente em graus SAG. Estes são o número de gramas de sacarose que é capaz de geleificar um grama de pectina, formando um gel de consistência padronizada em condições determinadas.

A velocidade de geleificação também vai depender do grau de metoxilação. Em pectinas com DM maior que 0,6 ela ocorre com maior rapidez e sob temperaturas mais altas.

Essas pectinas são úteis na elaboração de produtos com frutas em suspensão, pois a geleificação rápida sob alta temperatura mantém os pedaços de frutas bem distribuídos na massa, evitando-se a decantação ou afloramento dos pedaços de frutas.

Bibliografia: Wikipédia